Enchemos a boca com as coisas de Deus, falamos sobre isso e aquilo, e o mais que podemos fazer e que temos que fazer.
Preenchemos o tempo destinado à oração no templo, a fazer aquele tipo de oração ladaidona-farisaíca ou seja: aquela que diz sempre a mesma coisa, sem chegar a lugar nenhum, mas que no fundo é vazia e sem sentido.
A boca como eu disse, está cheia de Deus, teorizamos até não mais poder, mas e a prática? E o fazer o que dizemos que precisa ser feito, e que temos que fazer, como é que fica?
O grande problema da igreja de Jesus Cristo, é exatamente a teologia da "boca cheia". Está cheia de benção, de palavras positivas, de incentivo a realização, de pronunciamento de decretos, de reverberação da necessidade de ganhar e implantar o Reino de Deus. Mas as atitudes estão vazias de tudo isso.
Tiago, o irmão de Jesus, e pastor da Comunidade Igreja Apostólica de Jesus Cristo, em Jerusalém do primeiro século, está dizendo em sua epístola, que o reverberar de minha boca, com palavras cheia de coisas boas, e que na maioria das vezes é por nós identificado como prova de fé, sem a concretude de sua praticidade no dia-a-dia, é totalmente inútil.
Quando eu digo que Jesus é o Pão da Vida, mas na pratica não trago através das minhas boas obras, esse pão para a mesa do faminto, torna-se uma declaração sem sentido.
O Evangelho de Jesus é pratico, é diário, é incisivo, é entranhado na vida e no cotidiano do homem.
Essa é a razão do sucesso da igreja do primeiro século, porque na realidade era uma igreja que com a boca proclamava Jesus, e com as mãos fazia Jesus se tornar real, em forma de pão, roupa, e comida.
É por isso, que temos que nos examinar e ver como estamos agindo como igreja, para não corrermos o erro, de proclamar um Evangelho deficiente e débil, onde a sua praticidade é inexistente.
Tiago faz umas assertivas muito fortes, quando diz por exemplo no versículo 18: “Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” .
Isso é tremendo, porque me faz pensar no que eu estou fazendo.
Mas o apostólo vai mais fundo quando diz, no versículo 26: “Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem as obras é morta”.
Portanto, quer seja lá fora no mundo, quer seja dentro da igreja, no cuidado em fazer o que Deus colocou em nossas mãos, devemos demonstrar a nossa fé, respaldada pelas nossas obras.
Que o Senhor nos abençoe, nos guarde e nos prospere!

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